17 de dez de 2010

Gostaria


Adoraria poder andar de mãos dadas no momento em que eu necessitasse disso.
Gostaria de deitar no colo e ter meu cabelo acariciado, num dia qualquer da semana, sem precisar ser programado.
Sinto-me sozinha às vezes, e caminhando ao lado, e não junto, de quem tanto amo.
Esses dias andei relendo um caderno do começo de 2009. Sorri e derramei lágrimas, mais uma vez ansiei por segurar na mão e, neste dia, me faltou a lembrança dela. Do toque, da espessura, da sensação do calor...
Sinto falta e não sei, ao certo, até onde deveria sentir isso.
Sinto medo e não sei, ao certo, até onde preciso deles.
Sinto saudade e não sei, ao certo, até onde caminharei com esse sentimento.
Sinto lágrimas derramando em meu rosto e não, sei ao certo, até onde serão apenas minhas.
Sinto dores de certas coisas e não sei, ao certo, até onde me perseguirão.
Sinto amor e não sei, ao certo, até onde me levará.

Eu apenas gostaria, hoje, de andar de mãos dadas. Nada mais.

Um comentário:

Nietzscheana disse...

O medo é primeiro passo para a renúncia. Na história do mundo, apenas o fracos experimentaram tal verbo.
Renúncia(do latim, "renuntiatio")