17 de dez de 2010

Gostaria


Adoraria poder andar de mãos dadas no momento em que eu necessitasse disso.
Gostaria de deitar no colo e ter meu cabelo acariciado, num dia qualquer da semana, sem precisar ser programado.
Sinto-me sozinha às vezes, e caminhando ao lado, e não junto, de quem tanto amo.
Esses dias andei relendo um caderno do começo de 2009. Sorri e derramei lágrimas, mais uma vez ansiei por segurar na mão e, neste dia, me faltou a lembrança dela. Do toque, da espessura, da sensação do calor...
Sinto falta e não sei, ao certo, até onde deveria sentir isso.
Sinto medo e não sei, ao certo, até onde preciso deles.
Sinto saudade e não sei, ao certo, até onde caminharei com esse sentimento.
Sinto lágrimas derramando em meu rosto e não, sei ao certo, até onde serão apenas minhas.
Sinto dores de certas coisas e não sei, ao certo, até onde me perseguirão.
Sinto amor e não sei, ao certo, até onde me levará.

Eu apenas gostaria, hoje, de andar de mãos dadas. Nada mais.

12 de dez de 2010

O que é o amor pra mim?


Durante alguns dias andei escrevendo o que é o amor pra mim...

Segue minha reflexão.

O AMOR PRA MIM É:

um caminho a seguir,
uma decisão a tomar,
uma vida decidir,
um sonho realizar,
um olhar admirar...
esperança encontrar,
paz degustar,
conforto proporcionar,
lágrimas derramar,
objetivos concretizar,
distância vivenciar,
renuncias acumular,
conflitos contornar,
saudade administrar,
ao outro submeter,
a voz desejar,
às lembranças se apegar,
feriado aguardar,
a chegada ansiar,
humor arrumar,
descobrir mentiras e não saber em que verdades acreditar,
reconhecer erros e perdoa-los,
segurar as mãos e saber-se segura,
viver apenas viver...

Sem dúvida, amor é uma decisão.

8 de dez de 2010

Era uma vez...


Como eu não gosto de contos de fadas, prefiro começar a contar essa história de outra maneira...
A muitas e muitas luas atrás...
Bem, essa pequena história é sobre uma menina/mulher que se encontra, se descobre, se conhece.
Até aquela idade as coisas para ela pareciam "normais", se bem que com ela o normal nunca foi exatamente normal.
Um dia, por causa de uma amiga em comum, (e hoje, no presente, ela se dá conta de que tudo na vida dela acontece com interferências de amigas em comum), e por um motivo bobo, sim bobo, eis que ela conhece uma pessoa que iria mudar e muito o rumo de sua vida.
Ambas começaram a se falar e a se aproximar para fazerem uma festa de despedida. Sinceramente, hoje essa menina/mulher (que agora é mulher) desejaria que aquela despedida nunca tivesse acontecido. Assim como ela desejaria ser rica também e ter um carro zero....
Como o acaso não existe e coincidências também não, ambas ficaram muito próximas e confidentes.
Um dos maiores arrependimentos da Mulher, hoje, foi sem dúvida não ter ouvido sua alma quando lhe mostrou que iria se magoar, se ferir, se machucar.
Uma menina/mulher com sentimentos nunca antes experimentados, sonhados, provados, desejados e acima de tudo impuros, indecentes, incoerentes e que, com certeza, a faria queimar a eternidade inteirinha no mármore do inferno.
Aquela, que antes era amiga, foi amante, confidente e traidora.
O chão foi perdido, as esperanças jogadas no lixo e a alegria refugiou-se por um longo tempo.
Como o tempo é o melhor remédio para todo e qualquer problema, ele não resolveu nada à principio.
Foram dias e dias, luas e luas em lágrimas, dores e desilusão.
As chuvas da primavera, foram, pouco a pouco, regando o chão árido do coração da Mulher e ela começou a observar as coisas de uma outra maneira.
Sentiu raiva, ódio, rancor, mágoa, tristeza...de si e da amiga. Mas começou a reconhecer que boa parte de tudo o que ela havia outrora sentido, exigido (principalmente de si mesma), culpado e amado não tinha mais do que a raiz frágil e e sem firmeza no solo de sua carência.
Ahhh como muitas coisas teriam sido diferente se aquela menina/mulher não fosse dominada por sua carência excessiva e destruidora. Se não encontrasse na amiga a mesma carência e uma dosagem de safadeza.
Mais uma vez a Vida não poupou-a de nada. Contudo, dessa vez foi para que, num futuro que ela nem poderia imaginar, soubesse conhecer e reconhecer a verdade de sua alma.
A Mulher hoje, é acusada por vezes, de ser presa ao passado, de não dar passos e de amar aquela do passado e não a pessoa do presente.
Antes a Mulher não poderia denominar o que dessas acusações eram verdades ou não. Na realidade de hoje reconhece que ficou presa ao passado, que não quis admitir erros e não conseguia expor o tamanho da carência que a fez cometer algumas insanidades.
Na sinceridade, ela expõe, que não amou como era pensado, já que o que a motivou a vivência de todos os sentimentos não foram a cumplicidade, a irmandade, a alegria e a esperança. Foi sim, o contrario de tudo isso, o medo da solidão, a tristeza, desesperança e carência.
Impossível haver um sentimento tão nobre em meio a tanto tormento interior.
Reconhecer que viveu uma farsa pra si mesma durante anos e que pior do que isso, cultivou essa farsa com o medo obscuro de sua alma em não aguentar a mais pura verdade que era a de que tudo não passou de uma mentira, fantasia, ilusão, não tem sido tarefa fácil.
As janelas foram abertas, as portas escancaradas, os sotãos começaram a ser limpos, higienizados, desinfetados.
A Mulher tem agora a visão de sua história, sua vida, seu passado, presente e os anseios e desejos para o futuro. Um pano na cabeça, um balde, uma vassoura, rodo, pá, panos e a decisão de não permitir que as dores da menina/mulher permaneçam desnecessariamente.
A limpeza começou, e assim como a reconstrução de uma casa abandonada demora tempos para ser concretizada, a casa da Mulher não terá uma aparência diferente na manhã seguinte.
É um trabalho solitário, não podendo pedir ajuda, pois a Mulher precisa estar só para se reconhecer, conhecer, convencer, aceitar, amar e odiar.
Buscando preservar, cultivar, cuidar e zelar por tudo aquilo que vive na mais pura verdade de sua alma, a Mulher sorri e sabendo ser um trabalho cansativo e árduo, apenas olha nos olhos de sua Amada, segura sua mão e se vendo nos olhos amante encontra fôlego para continuar.


6 de dez de 2010

Fim de ano chegando.


Mais uma vez estamos na correria para o fim do ano.
Sem falar no dinheiro que não existe mais e as dividas que não param de chegar.
Deveria existir um limite de dividas possíveis de serem pagas no mês de dezembro...assim como essas promessas de ganhe isso, grátis aquilo também poderiam acontecer comigo qualquer dia desses.
Enfim, a vida continua.
E esse fim de ano tem sido diferente pra mim.
Coisas aconteceram, situações foram vivenciadas e revivenciadas, situações que eu acreditava não mais ter de passar novamente, porém, a vida não faz as coisas do jeito que imaginamos e esperamos.
Não gosto de pedir presentes de natal pois esses para mim devem estar vinculados a idéia de nascimento de presentear o salvador que vem ficar ao nosso meio.
Como hoje isso não faz parte de minha vida, costumo dizer que não quero favorecer o comércio e o desejo desenfreado dessa sociedade consumista.
Contudo, esse ano quero desejar um presente. Quero desejar o silêncio do meu coração e a sabedoria de ouvir sem falar, sem questionar, sem reprovar, apenas ouvir.
Obviamente tenho a certeza, e a experiência, de que quando se coloca a ouvir, por mais que já tenhamos imaginado (preste atenção na palavra: IMAGINADO) o que poderíamos ouvir, nunca é de fato o que por nós foi pensado. E mesmo que as palavras sejam aquelas pensadas elas tem outro peso que naquele momento, solitário da imaginação, não pode ser vivido.
A vida é isso, uma dinâmica, impossível, de ser prevista.
Desse ano, diferente de outros, levo de bom amadurecimento e crescimento, pessoal, profissional, familiar e relacional (essa palavra acho que nem existe..rsrs).
Guardarei também lembranças boas de uma turminha barulhenta e exigente.
Preservarei no baú de minhas histórias as conversas com a Amada e as lágrimas derramadas, para que no futuro elas me reanimem e me tragam à realidade.
Confesso que é um fim de ano bem diferente do meu desejo... mas é a minha realidade.
E que venha 2011 com caminhos novos a serem trilhados.
Só uma coisa, no meu relacionamento o que gostaria que papai noel desse é o cultivar o desejo e a ansia pela verdade e a disposição e acolhimento para o perdão. E que não tenhamos a distancia, cruel, em 2011.